quinta-feira, 17 de abril de 2014

O tempo vai corroer sua memória

Você olha para as janelas cerradas e se tranca em seu coração.
Se mantém calada
As lembranças distorcidas
Te mantém de olhos bem fechados
Os ruídos do passado
Ainda corroem sua mente
Ecos da chuva...

Sugue seus ídolos

De que adianta ser diferente
Sendo que tudo é tão normal

Imitando seus ídolos
Copiando seus ideais

De que adianta correr atrás da fama
Quando ela mesma não consegue se manter em pé

Quando tudo é tão normal
Nos acostumamos com a falta de qualidade

Nos habituamos ao irreal.

Os vícios dão cor à vida

Ela se espelha nos olhos dos artistas
Ela se cala perante a vida
Eles, porém, sustentam seus vícios
E sabem morrer sem indícios

E quando ela menos esperar
Todos vão estar horrorizados
E quando menos você esperar
Menos irá se decepcionar

Os vícios dão cor à vida,
E também dão fim a ela
Vícios, me compõem
Vícios, me destroem

Não estamos preparados,
Ainda não fomos desintoxicados
Não estamos totalmente errados
Ainda não fui abortado.