Meu sofá cor de vômito
Minhas paredes cor de sangue
Meu caro leitor,
À você, eu dedico todo meu sórdido amor
Por você, eu cultivo todo meu ódio
À você, eu mando meus pêsames
Foi por você, que perdi todo meu ânimo
E todos vão embora
E todos vão embora
Trancado em meu marasmo de loucura
Fingindo uma falsa aventura
Desejando que tudo isso se mostre
Apenas mais uma ilusão da realidade.
Eu me deito naquele bílis para descansar
Eu me sinto como se fosse me atrasar para a festa
Que está preste a começar
O caos dança ao meu redor
E eu o tiro para dançar.
"A vida é apenas uma sombra errante, um pobre comediante que se pavoneia no breve instante que lhe reserva a cena, para depois não ser mais ouvido. Este é um conto narrado por um idiota, cheio de som e fúria, que nada significa. "
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Que se alastra como uma anemia
Tudo isso é apenas um discurso longo e tedioso,
Que aveluda e embeleza esse tédio terreno
Seu gosto é amargo e penoso
Que se alastra como uma anemia
E nos torna pessimistas inconsequentes,
Resmungões conformistas,
Suicidas covardes,
Ladrões da verdade.
Me falta aquela euforia,
Há tanto perdida.
Á minha infância,
Eu dedico meus pêsames tão escondidos
Frieza, o efeito colateral da dor.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Que aveluda e embeleza esse tédio terreno
Seu gosto é amargo e penoso
Que se alastra como uma anemia
E nos torna pessimistas inconsequentes,
Resmungões conformistas,
Suicidas covardes,
Ladrões da verdade.
Me falta aquela euforia,
Há tanto perdida.
Á minha infância,
Eu dedico meus pêsames tão escondidos
Frieza, o efeito colateral da dor.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Décadence
Os pecados infestam todas as lacunas do meu ser
A decadência que logo vem com a experiência de viver
A decepção, que é sempre em vão
Olhares vazios penetram meu velho coração
À falta de coragem, covardia
Está condenada a humanidade.
A hemorragia corroê o único fio de verdade
Que me impede de apodrecer.
Aos pecados, que são a única fonte de prazer
Eu absorvo sua essência
Para incorporar em meu corpo
Toda a podridão que eu sinto florescer.
Eu sinceramente não sinto mais medo de morrer.
E aos corpos que se mutilam,
Eu dedico meu ímpeto de viver.
A decadência que logo vem com a experiência de viver
A decepção, que é sempre em vão
Olhares vazios penetram meu velho coração
À falta de coragem, covardia
Está condenada a humanidade.
A hemorragia corroê o único fio de verdade
Que me impede de apodrecer.
Aos pecados, que são a única fonte de prazer
Eu absorvo sua essência
Para incorporar em meu corpo
Toda a podridão que eu sinto florescer.
Eu sinceramente não sinto mais medo de morrer.
E aos corpos que se mutilam,
Eu dedico meu ímpeto de viver.
sábado, 18 de maio de 2013
Numb
Um dia, talvez
através dos dias e das noites
o sol continuará brilhando
mas nem eu, nem você vamos estar aqui
ocasionalmente, os rastros de nossas velhas memórias estarão por ai
ocasionalmente, me deixe estar ao seu lado na hora de ir.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Wolfgang Amadeus
naquele setembro chuvoso.
Que as escadas rolantes parem de me sufocar
e que em fim, me deixem fugir daqui.
Do pó ao pó, só o tempo permanece.
Lithe
A Morte, montada em seu cavalo, condena á todos uma verdade absoluta. ou será tudo apenas uma ilusão?
Mais ferrugem
A ferrugem que cai da minha pele
contamina o meu caminho
Os olhos sonolentos eu conservo com disciplina
a tempestade apaga rastros de uma vida
me afasto sem pestanejar
e me jogo no seu jogo de azar
tampo meus ouvidos
e mergulho sem pensar
uma vida inteira, passarei ao teu lado
como somos pretensiosos, ao zombar do passado
me absorva para dentro de tua laringe
consuma minhas palavras perdidas
dance ao som macabro do acaso
esqueça do tempo
esqueça do espaço
tudo é um sonho auto-implicado.
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