segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Abismo

Eu não sei mais pra onde ir

Se em todo lugar que piso

Parece que o abismo

Vai me engolir


Seja o que for

Que me trouxe até aqui 

Eu quero destroçar 

Essa mania de desistir (sombra que vive em mim)


Um passo em falso

Nessa estrada sem fim

Um passo a mais

Para me perder dentro de mim(afundar dentro de mim)


Acabando como sempre

No mesmo beco sem saída 

Meu fascínio com a vida

Me adverte do fim


A deriva num oceano de ódio 

Na costa apenas trevas sem vida

Afundando em mar de arrependimentos

Da superfície nenhuma sinal

Tempestade

 Você é a tempestade 

que destrói a calmaria

Meu porto seguro

Na desolação do dia a dia


Com um pequeno sorriso 

você me desarma 

Com uma sutil palavra 

você me desmonta


Para que simplesmente

com apenas um toque

Me recomponha 


A vida sem mim

Continua sem um mero aviso

A vida sem você 

Não faz sentido


Eu tento negar

Mas a verdade 

É que sem você 

não consigo continuar

Em um canto do sofá

Quero arrancar essa coisa

Do meu coração 

Quero pisotear esse angústia 

Que não me deixa respirar

Quero esquecer essas memórias

E seguir pra algum lugar


Quero me enterrar em um canto do sofá 

Esquecer quem eu fui e onde queria estar


Espero que não seja permanente 

Essa falta de sabor no meu olhar(na boca)

Quero voltar a sorrir e confiar


Mas se fosse tão fácil fazer

Quanto falar

Todos seriamos perfeitos 

em nosso pesar


Por mais que eu seja o maior merecedor

É difícil digerir esse sabor


O ódio por mim mesmo

A indiferença ao meu redor

A vontade de fazer tudo virar pó


O auto-controle que eu nunca tive

Se torna cada vez mais difícil de controlar

A auto-destruição sempre foi minha carta na manga

Válvula de escape 

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Descrença

 Não consigo explicar 

O que eu sinto aqui dentro

Infringi uma ferida 

Quebrei nosso juramento


Destrui seus sonhos

Fui o terceiro tormento

Sempre devastei o terreno 


Queimei um jardim que poderia florescer

Joguei fora todas as oportunidades de crescer

Me esforcei em ser o melhor

No que eu faço de pior


E depois de tudo isso

Não posso te culpar

Ja estava na hora

De me deixar afundar


Quero segurar sua mão 

Mas não sei se algum dia vou 

Já estou fundo demais

Dentro da minha própria escuridão 


Não importa o quanto eu me destrua 

Sempre vai ficar aquele gostinho

De que a ferida ainda tem cura

A Dualidade da Tempestade

 Você é a tempestade 

que destrói a calmaria

Meu porto seguro

Na desolação do dia a dia


Com um pequeno sorriso 

você me desarma 

Com uma sutil palavra 

você me desmonta


Para que simplesmente

com apenas um toque

Me recomponha 


A vida sem mim

Continua sem um mero aviso

A vida sem você 

Não faz sentido


Eu tento negar

Mas a verdade 

É que sem você 

não consigo continuar

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Estilhaços

 

O som de vidros estilhaçados

Uma criança gritando descalça

 

O som de alguém rindo ao meu lado

Um riso irônico e sádico

 

O som das gotas atingindo o meu sapato

Sangue pintando meu passado

 

A mulher tampando os ouvidos descrente

O choro de uma mãe inocente

 

Ossos e cartilagens aparentes

Nada além de som e fúria

Ocasionou este incidente

terça-feira, 20 de julho de 2021

L'amour est belle

 

Você me despreza com seu olhar

Demonstra todo seu descontetamento

Sem hesitar

Me faz sentir como um peso morto

Apto a descartar

 

E no final, chora como se sentisse algum remorso

 

Mas remorso algum remove

As juras de ódio e escárnio

Que nutrimos sempre no mesmo compasso


Como num jogo interminável

Onde cada jogada, tenta inflingir mais dano ao outro


Insultos e maldições

Sentimentos esmagados

Enquantos assistiamos o domingo passar

 

O tempo vai dissolvendo

E aos poucos, vou engolindo

Tudo aquilo que tentamos guardar

 

Lentamente, nosso futuro

Deformado e distorcido

Se apresenta como um novo altar