N o s e s t a m o s p r o d u z i n d o
n o s s o p r ó p r i o f u n e r a l
c o m d a t a e h o r a m a r c a d a p a r a c o m e ç a r
e s t a m o s i n c e n d i a n d o o c i r c o
s o m o s o s a n i m a i s q u e v ã o m o r r e r c o m a f u m a ç a d a t r a g é d i a
n ó s e s t a m o s p r o d u z i n d o n o s s o f i m
c o m d a t a e h o r a m a r c a d a
e s t a m o s c i e n t e s d e c o m o i s s o v a i a c a b a r
d e s d e o c o m e ç o d e s t i n a d o a e n c a n t a r a t o d o s
e t e r m i n a r c o m o u m a t r a g é d i a g r e g a
o e g o í s m o n o s d o m i n o u
e a g o r a v a m o s s o f r e r a s c o n s e q u e n c i a s
n ó s e s t a m o s d e s m a t a n d o n o s s o f u t u r o
e m i t i n d o o n o s s o p r ó p r i o v e n e n o e x p l o d i n d o o q u e t i n h a m o s d e s e g u r o
e t u d o i s s o f o i t r o c a d o p o r e s s e d i n h e i r o i m u n d o
é i s s o
é o c h e i r o d o l u x o e d o e x c e s s o , d o g r a n d e r e g r e s s o
u s e s ó u m a v e z e d e s t r u a ,
d e s c a r t á v e l ,
a b o m i n a v é l
e u s ó q u e r o u m p o u c o d o s u c e s s o
e u s ó q u e r o u m p o u c o d e s u c e s s o
e s t o u p l a n e j a n d o o m e u r e g r e s s o . . I n s o n i a .
P e n s a m e n t o s p r o f u n d o s n o m e i o d a n o i t e .
P e n s a m e n t o s v a z i o s , p e n s a m e n t o s e s c u r o s e i l u s ó r i o s .
C u l p a .
A h , a v i d a , g r a n d e v i d a , b e l e z a , a m o r e s e d o r .
D u v i d a s i n c e s s a n t e s , d e s a n i m o e p r o f u n d i d a d e , s a b o r e s e s e n t i m e n t o s , e s t a é a g r a n d e v i d a , e n r r u g a d a p e l a i d a d e , m e s m o a s s i m e l a n ã o p a r a d e m e i m p r e s s i o n a r . V i d a .
"A vida é apenas uma sombra errante, um pobre comediante que se pavoneia no breve instante que lhe reserva a cena, para depois não ser mais ouvido. Este é um conto narrado por um idiota, cheio de som e fúria, que nada significa. "
sábado, 10 de agosto de 2013
Olhos Quietos
S e u s o l h o s m e e n g a n a m
m i n h a m e n t e m e i l u d e
e n o f i n a l e u m e d e s t r u o .
m i n h a m e n t e m e i l u d e
e n o f i n a l e u m e d e s t r u o .
Felicidade de Plástico
T a n t a s e t a n t a s l e t r a s
t a n t a s e x p r e s s õ e s .
t a n t a s v e r d a d e s .
t a n t a s i l u s õ e s .
a d e f i n i ç ã o d a v e r d a d e é o q u e v o c e s e n t e
i n d i o s m o r t o s
c r i a n ç a s e m e x t i n ç ã o
j o v e n s c o r r o m p i d o s
p o r u m a n a ç ã o
d e h i p ó c r i t a s s e m o p i n i ã o
A c i d a d e , c r u a m e n t e i l u m i n d a p o r u m a t a r d e c i n z e n t a d e n o v e m bro
P o u c o s n o t a m , m a s
H á n u v e n s n o c é u
H á t r i s t e z a n o s o l h o s d o s v u l t o s q u e p a s s a m p o r a q u i
U m a t r i s t e z a q u e s ó u m a v i d a d e s p e r d i ç a d a d e s c r e v e
V u l t o s m ó r b i d o s q u e s e m o v e m t ã o r á p i d o
Q u e n ã o t e m c a p a c i d a d e d e a p r e c i a r a b e l e z a d o c a o s
C a o s , q u e é a c o n s e q u ê n c i a d a g a n â n c i a d e v i d a s a p r e s s a d a s
C o r r e n d o a t r á s d o c o n s u m i s m o e d o e x c e s s o , d a m e n t i r a .
I l u s ã o i m p o s t a d e s d e a i n f â n c i a .
A l i e n a ç ã o .
C o r r e n d o a t r á s d a p o p u l a r e t o t a l m e n t e a t r a e n t e e d e s e j a v é l
F e l i c i d a d e d e p l á s t i c o .
V i d a .
t a n t a s e x p r e s s õ e s .
t a n t a s v e r d a d e s .
t a n t a s i l u s õ e s .
a d e f i n i ç ã o d a v e r d a d e é o q u e v o c e s e n t e
i n d i o s m o r t o s
c r i a n ç a s e m e x t i n ç ã o
j o v e n s c o r r o m p i d o s
p o r u m a n a ç ã o
d e h i p ó c r i t a s s e m o p i n i ã o
A c i d a d e , c r u a m e n t e i l u m i n d a p o r u m a t a r d e c i n z e n t a d e n o v e m bro
P o u c o s n o t a m , m a s
H á n u v e n s n o c é u
H á t r i s t e z a n o s o l h o s d o s v u l t o s q u e p a s s a m p o r a q u i
U m a t r i s t e z a q u e s ó u m a v i d a d e s p e r d i ç a d a d e s c r e v e
V u l t o s m ó r b i d o s q u e s e m o v e m t ã o r á p i d o
Q u e n ã o t e m c a p a c i d a d e d e a p r e c i a r a b e l e z a d o c a o s
C a o s , q u e é a c o n s e q u ê n c i a d a g a n â n c i a d e v i d a s a p r e s s a d a s
C o r r e n d o a t r á s d o c o n s u m i s m o e d o e x c e s s o , d a m e n t i r a .
I l u s ã o i m p o s t a d e s d e a i n f â n c i a .
A l i e n a ç ã o .
C o r r e n d o a t r á s d a p o p u l a r e t o t a l m e n t e a t r a e n t e e d e s e j a v é l
F e l i c i d a d e d e p l á s t i c o .
V i d a .
E como sempre, vejo gente se afogando em silêncio.
O r o c k e s t á m o r t o
m a s e u v o u r e s s u c i t a - l o
t u d o a c a b o u
m a s t e n h o c e r t e z a
q u e p o d e s e r r e c o m e ç a d o
a s l e t r i n h a s s o b e m
m a s e u m e l e m b r o c o m o r e b o b i n a r
e u c o n s i g o m e l e m b r a r
e s t á t u d o a c a b a d o
m a s p o d e s e r r e c o m e ç a d o
p e n s o e m m i n h a s p r e t e n ç õ e s p a r a o f u t u r o
m a s s e i q u e n ã o t e n h o t e m p o
p a r a t u d o i s s o
t e n t o d e s e n h a r
m a s m a l c o n s i g o p e n s a r
t e n t e i e s c r e v e r
m a s e s q u e c i
o q u e t i n h a a d i z e r
n ã o e r a i m p o r t a n t e o b a s t a n t e
e s s a m u s i c a s e r e p e t e n a m i n h a c a b e ç a
e n ã o q u e r p a r a r
e n q u a n t o e l a e s t á a i
v o u a p r o v e i t a r
v e j o i m a g e n s
l u z e s g r i t a n d o
e g e n t e s e a f o g a n d o e m s i l ê n c i o.
m a s e u v o u r e s s u c i t a - l o
t u d o a c a b o u
m a s t e n h o c e r t e z a
q u e p o d e s e r r e c o m e ç a d o
a s l e t r i n h a s s o b e m
m a s e u m e l e m b r o c o m o r e b o b i n a r
e u c o n s i g o m e l e m b r a r
e s t á t u d o a c a b a d o
m a s p o d e s e r r e c o m e ç a d o
p e n s o e m m i n h a s p r e t e n ç õ e s p a r a o f u t u r o
m a s s e i q u e n ã o t e n h o t e m p o
p a r a t u d o i s s o
t e n t o d e s e n h a r
m a s m a l c o n s i g o p e n s a r
t e n t e i e s c r e v e r
m a s e s q u e c i
o q u e t i n h a a d i z e r
n ã o e r a i m p o r t a n t e o b a s t a n t e
e s s a m u s i c a s e r e p e t e n a m i n h a c a b e ç a
e n ã o q u e r p a r a r
e n q u a n t o e l a e s t á a i
v o u a p r o v e i t a r
v e j o i m a g e n s
l u z e s g r i t a n d o
e g e n t e s e a f o g a n d o e m s i l ê n c i o.
Ditos do Amor
M e d e i x e e n t r a r t o d o o d i a e m u m l u g a r d i f e r e n t e d o s e u c o r a ç ã o
d e s c o b r i r o q u e v o c e m a i s g o s t a ,
d e s t r u i r o q u e v o c e m a i s o d e i a
e n t r a r e m s u a s v e i a s
p e r c o r r e r t o d o o p e r i m e t r o
d e s u a i m a g i n a ç ã o
v e r o q u e v o c ê s e n t e
o u v i r o q u e v o c ê v ê
s e n t i r q u e s e u c o r a ç ã o
é r e a l m e n t e f e i t o c o m u m p e d a c i n h o d o m e u
j á n ã o s e i,
s e c o n s e g u e r i a m e v e r s e m v o c e.
d e s c o b r i r o q u e v o c e m a i s g o s t a ,
d e s t r u i r o q u e v o c e m a i s o d e i a
e n t r a r e m s u a s v e i a s
p e r c o r r e r t o d o o p e r i m e t r o
d e s u a i m a g i n a ç ã o
v e r o q u e v o c ê s e n t e
o u v i r o q u e v o c ê v ê
s e n t i r q u e s e u c o r a ç ã o
é r e a l m e n t e f e i t o c o m u m p e d a c i n h o d o m e u
j á n ã o s e i,
s e c o n s e g u e r i a m e v e r s e m v o c e.
Floresta de pensamentos
O s o l s e e s c o n d i a p o r t r á s d a s m o n t a n h a s
u m s u s s u r r o a o m e u o u v i d o
e e n t ã o c a i o a d o r m e c i d o
n o c h ã o f r i o
d e u m a f l o r e s t a d e p e n s a m e n t o s
i n f i n i t o s
o v e n t o p a s s a p o r d e n t r o d e m i n h a m e n t e e c o r a ç ã o
n ã o c o n s i g o p r e s t a r a t e n ç ã o
e m a l g o q u e p e r d i h á m u i t o t e m p o
s e m p r e é s ó o v e n t o
a l u a c a i
l u a d e p r a t a p á l i d a , r a l a e
m i n g u a n t e
u m a n o i t e e s c u r a m e a g u a r d a
e o m e s m o v e n t o m e a c a l m a
c o m o s e n a d a a c o n t e c e c e
f e c h o o s o l h o s
p a r a o u v i r a s f o l h a s c a i r e m
s o b r e m e u s p é s f i c a r e m
p o r m u i t o t e m p o a t é q u e o v e n t o
r e t o r n e d e t ã o d i s t a n t e
e a s d e v o l v a p a r a s e u n o v o l u g a r
s o b e a l u a d e p r a t a
v o c e m e c o n s o m e ,
s o b e a l u a d e p r a t a , e u d e s c a n s o
p a r a n u n c a m a i s a b r i r m e u s o l h o s
e e n c h e r g a r o q u e u m d i a e u p e n s e i q u e f o s s e o m e u l a r .
s o b e a l u a d e p r a t a e u d u r m o
p e n s a n d o e m m u i t a s c o i s a s
q u e g o s t a r i a d e v i s l u m b r a r
a n t e s q u e m e u t e m p o s e a c a b e n e s t e l u g a r .
u m s u s s u r r o a o m e u o u v i d o
e e n t ã o c a i o a d o r m e c i d o
n o c h ã o f r i o
d e u m a f l o r e s t a d e p e n s a m e n t o s
i n f i n i t o s
o v e n t o p a s s a p o r d e n t r o d e m i n h a m e n t e e c o r a ç ã o
n ã o c o n s i g o p r e s t a r a t e n ç ã o
e m a l g o q u e p e r d i h á m u i t o t e m p o
s e m p r e é s ó o v e n t o
a l u a c a i
l u a d e p r a t a p á l i d a , r a l a e
m i n g u a n t e
u m a n o i t e e s c u r a m e a g u a r d a
e o m e s m o v e n t o m e a c a l m a
c o m o s e n a d a a c o n t e c e c e
f e c h o o s o l h o s
p a r a o u v i r a s f o l h a s c a i r e m
s o b r e m e u s p é s f i c a r e m
p o r m u i t o t e m p o a t é q u e o v e n t o
r e t o r n e d e t ã o d i s t a n t e
e a s d e v o l v a p a r a s e u n o v o l u g a r
s o b e a l u a d e p r a t a
v o c e m e c o n s o m e ,
s o b e a l u a d e p r a t a , e u d e s c a n s o
p a r a n u n c a m a i s a b r i r m e u s o l h o s
e e n c h e r g a r o q u e u m d i a e u p e n s e i q u e f o s s e o m e u l a r .
s o b e a l u a d e p r a t a e u d u r m o
p e n s a n d o e m m u i t a s c o i s a s
q u e g o s t a r i a d e v i s l u m b r a r
a n t e s q u e m e u t e m p o s e a c a b e n e s t e l u g a r .
Dúvidas
E u s ó c o n s i g o t e o u v i r n a m i n h a m e n t e .
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m .
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m
d e n t r o d e m i m n a d a t e m f i m .
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Súbito
O mundo subitamente se desfaz
Restando somente eu e você
Os nossos olhares se cruzam
E tenho certeza do que sinto, sem nenhum porque.
Restando somente eu e você
Os nossos olhares se cruzam
E tenho certeza do que sinto, sem nenhum porque.
Float
A noite e o dia recomeçam interminavelmente
Vidas em movimento
Pessoas passam flutuando pelo tempo
Vidas em movimento
Pessoas passam flutuando pelo tempo
Produto da Tua Dor
Enterro meus lábios em tua pele
Nado em suas lágrimas
Bebo o produto da tua dor
E absorvo em mim todo seu sabor
Me deixe recompor todo seu coração
E costurar tudo em seu devido lugar
Minha veias serão as cordas que te impedem de pular
Serão as correntes que te prendem na realidade
Abismos não significam muito mais que a mera verdade
Deixe o caminho livre para eu curar suas cicatrizes
Me deixe provar que alguém ainda pode tentar
Nado em suas lágrimas
Bebo o produto da tua dor
E absorvo em mim todo seu sabor
Me deixe recompor todo seu coração
E costurar tudo em seu devido lugar
Minha veias serão as cordas que te impedem de pular
Serão as correntes que te prendem na realidade
Abismos não significam muito mais que a mera verdade
Deixe o caminho livre para eu curar suas cicatrizes
Me deixe provar que alguém ainda pode tentar
Inferno de Mármore
Mais um dia melancólico
No inferno de mármore
Que alguns chamam de cidade
A chuva parece cair lentamente
Os pingos transparentes
Se desmancham com o choque
E meu rosto, rente ao vidro
E da janela eu observo tudo com tamanha ausência
Estranho mesmo é a recorrência
Desse sentimento tão inefável,
Desanimado, desamparado, desligado
Desplugado do mundo
E da janela, novamente
Eu absorvo toda aquela frieza
Que a multidão me transmite com tanta certeza
Quanto o som de seus passos apressados
A caminho do trabalho, quem sabe, no caminho errado
Jogue sua vida pro alto
Não jogue cartas com o acaso
Os suspiros de tédio completam meu dia.
No inferno de mármore
Que alguns chamam de cidade
A chuva parece cair lentamente
Os pingos transparentes
Se desmancham com o choque
E meu rosto, rente ao vidro
E da janela eu observo tudo com tamanha ausência
Estranho mesmo é a recorrência
Desse sentimento tão inefável,
Desanimado, desamparado, desligado
Desplugado do mundo
E da janela, novamente
Eu absorvo toda aquela frieza
Que a multidão me transmite com tanta certeza
Quanto o som de seus passos apressados
A caminho do trabalho, quem sabe, no caminho errado
Jogue sua vida pro alto
Não jogue cartas com o acaso
Os suspiros de tédio completam meu dia.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Helianthus
Somos girassóis que giram ao redor do tempo
Hipnotizados pelo seu correr
Destruídos pelo seu poder
Deixamos o sol em segundo plano
A beleza não nos importa tanto
Sempre fascinados e domados
Correndo atrás do próprio rabo
Não há tempo á perder
Com o mero fato,
de viver.
Hipnotizados pelo seu correr
Destruídos pelo seu poder
Deixamos o sol em segundo plano
A beleza não nos importa tanto
Sempre fascinados e domados
Correndo atrás do próprio rabo
Não há tempo á perder
Com o mero fato,
de viver.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Desatento
Meu sofá cor de vômito
Minhas paredes cor de sangue
Meu caro leitor,
À você, eu dedico todo meu sórdido amor
Por você, eu cultivo todo meu ódio
À você, eu mando meus pêsames
Foi por você, que perdi todo meu ânimo
E todos vão embora
E todos vão embora
Trancado em meu marasmo de loucura
Fingindo uma falsa aventura
Desejando que tudo isso se mostre
Apenas mais uma ilusão da realidade.
Eu me deito naquele bílis para descansar
Eu me sinto como se fosse me atrasar para a festa
Que está preste a começar
O caos dança ao meu redor
E eu o tiro para dançar.
Minhas paredes cor de sangue
Meu caro leitor,
À você, eu dedico todo meu sórdido amor
Por você, eu cultivo todo meu ódio
À você, eu mando meus pêsames
Foi por você, que perdi todo meu ânimo
E todos vão embora
E todos vão embora
Trancado em meu marasmo de loucura
Fingindo uma falsa aventura
Desejando que tudo isso se mostre
Apenas mais uma ilusão da realidade.
Eu me deito naquele bílis para descansar
Eu me sinto como se fosse me atrasar para a festa
Que está preste a começar
O caos dança ao meu redor
E eu o tiro para dançar.
Que se alastra como uma anemia
Tudo isso é apenas um discurso longo e tedioso,
Que aveluda e embeleza esse tédio terreno
Seu gosto é amargo e penoso
Que se alastra como uma anemia
E nos torna pessimistas inconsequentes,
Resmungões conformistas,
Suicidas covardes,
Ladrões da verdade.
Me falta aquela euforia,
Há tanto perdida.
Á minha infância,
Eu dedico meus pêsames tão escondidos
Frieza, o efeito colateral da dor.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Que aveluda e embeleza esse tédio terreno
Seu gosto é amargo e penoso
Que se alastra como uma anemia
E nos torna pessimistas inconsequentes,
Resmungões conformistas,
Suicidas covardes,
Ladrões da verdade.
Me falta aquela euforia,
Há tanto perdida.
Á minha infância,
Eu dedico meus pêsames tão escondidos
Frieza, o efeito colateral da dor.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Eu me refugio em meu egoísmo.
Décadence
Os pecados infestam todas as lacunas do meu ser
A decadência que logo vem com a experiência de viver
A decepção, que é sempre em vão
Olhares vazios penetram meu velho coração
À falta de coragem, covardia
Está condenada a humanidade.
A hemorragia corroê o único fio de verdade
Que me impede de apodrecer.
Aos pecados, que são a única fonte de prazer
Eu absorvo sua essência
Para incorporar em meu corpo
Toda a podridão que eu sinto florescer.
Eu sinceramente não sinto mais medo de morrer.
E aos corpos que se mutilam,
Eu dedico meu ímpeto de viver.
A decadência que logo vem com a experiência de viver
A decepção, que é sempre em vão
Olhares vazios penetram meu velho coração
À falta de coragem, covardia
Está condenada a humanidade.
A hemorragia corroê o único fio de verdade
Que me impede de apodrecer.
Aos pecados, que são a única fonte de prazer
Eu absorvo sua essência
Para incorporar em meu corpo
Toda a podridão que eu sinto florescer.
Eu sinceramente não sinto mais medo de morrer.
E aos corpos que se mutilam,
Eu dedico meu ímpeto de viver.
sábado, 18 de maio de 2013
Numb
Um dia, talvez
através dos dias e das noites
o sol continuará brilhando
mas nem eu, nem você vamos estar aqui
ocasionalmente, os rastros de nossas velhas memórias estarão por ai
ocasionalmente, me deixe estar ao seu lado na hora de ir.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Wolfgang Amadeus
naquele setembro chuvoso.
Que as escadas rolantes parem de me sufocar
e que em fim, me deixem fugir daqui.
Do pó ao pó, só o tempo permanece.
Lithe
A Morte, montada em seu cavalo, condena á todos uma verdade absoluta. ou será tudo apenas uma ilusão?
Mais ferrugem
A ferrugem que cai da minha pele
contamina o meu caminho
Os olhos sonolentos eu conservo com disciplina
a tempestade apaga rastros de uma vida
me afasto sem pestanejar
e me jogo no seu jogo de azar
tampo meus ouvidos
e mergulho sem pensar
uma vida inteira, passarei ao teu lado
como somos pretensiosos, ao zombar do passado
me absorva para dentro de tua laringe
consuma minhas palavras perdidas
dance ao som macabro do acaso
esqueça do tempo
esqueça do espaço
tudo é um sonho auto-implicado.
domingo, 28 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Corrosivo
Tão corrosivo quanto o amor
Tão compreensível quanto o ódio
Tão impactante quanto o fim
As expectativas nunca são atingidas
E as atitudes continuam perdidas
Apenas mais um dia igual ao outro
Apenas mais uma decepção
Nos enganamos diariamente
E continuamos forjando uma ilusão atrás da outra
Um ciclo que leva sempre ao mesmo lugar
Corremos, corremos e não chegamos a lugar algum
E é ai que vemos o quão selvagem a vida é
E o quão solitário pode ser o tempo de nossa existência.
Tão compreensível quanto o ódio
Tão impactante quanto o fim
As expectativas nunca são atingidas
E as atitudes continuam perdidas
Apenas mais um dia igual ao outro
Apenas mais uma decepção
Nos enganamos diariamente
E continuamos forjando uma ilusão atrás da outra
Um ciclo que leva sempre ao mesmo lugar
Corremos, corremos e não chegamos a lugar algum
E é ai que vemos o quão selvagem a vida é
E o quão solitário pode ser o tempo de nossa existência.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Stravinsky
Acho que a vida não foi feita para ser desperdiçada,
então só fará sentido viver pelo que amo.
Arte, música, natureza, liberdade.
então só fará sentido viver pelo que amo.
Arte, música, natureza, liberdade.
Sands of time, coming through the window.
Sinto como se as areias do tempo entrassem pela minha janela,
me sento e observo o tempo passar.
Não sei o que acontece mais dentro de mim,
e muito menos fora.
E o mais importante, indiferença, mesmo fingida.
me sento e observo o tempo passar.
Não sei o que acontece mais dentro de mim,
e muito menos fora.
E o mais importante, indiferença, mesmo fingida.
O despertar da manhã
A manhã chuvosa aparece diante de meus olhos,
O silêncio é quebrado,
O canto da natureza ecoa.
O despertar da manhã.
O silêncio é quebrado,
O canto da natureza ecoa.
O despertar da manhã.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Confusion
Tudo que era sagrado
não é mais
Tudo que importava
não importa mais
Tudo que acreditava
Desmoronou
E tudo que restou
Foi você
Tudo em silêncio
nestes dias estranhos
Minha mente em mal-funcionamento
Agora só penso em você
E agora vamos nós
começar tudo novamente
Destruir o insignificante
esquecer erros imperdoáveis
não é mais
Tudo que importava
não importa mais
Tudo que acreditava
Desmoronou
E tudo que restou
Foi você
Tudo em silêncio
nestes dias estranhos
Minha mente em mal-funcionamento
Agora só penso em você
E agora vamos nós
começar tudo novamente
Destruir o insignificante
esquecer erros imperdoáveis
Noite
O ruído do vento lá fora
As árvores se curvando
A insonia impede a chegada do sono
Não sei se foi o café, ou a falta de interesse nos sonhos.
Agitação noturna
Memórias remoídas
As noites de outubro são sempre assim
Os olhos abertos na escuridão
Os ouvidos desatentos
O teto que se deforma na ausência da luz
Se mostra desinteressante em sua presença
Olhos dispersos procurando alguma distração
Noites de insonia
Noites de solidão.
As árvores se curvando
A insonia impede a chegada do sono
Não sei se foi o café, ou a falta de interesse nos sonhos.
Agitação noturna
Memórias remoídas
As noites de outubro são sempre assim
Os olhos abertos na escuridão
Os ouvidos desatentos
O teto que se deforma na ausência da luz
Se mostra desinteressante em sua presença
Olhos dispersos procurando alguma distração
Noites de insonia
Noites de solidão.
Canções de Guerra
Os olhos das criançinhas chorando
já estão cansados
Os pais mortos, sacrificados
Famílias orfãs
Judeus aniquilados,
E a guerra acabou
a guerra acabou,
será mesmo o fim dela??
O país em destroços
vai fazer parte do futuro de nossas crianças carentes,
Os campos de concentração foram fechados,
mas vão continuar em nossa memórias,
Será que valeu a pena, apenas por poder?
Hiroshima e depois Nagazaki,
será que valeu a pena, apenas por Poder?
Depois de tanto tempo
As feridas não cicatrizaram,
Será que cicatrizaram algum dia?
E até os que não estiveram lá,
vão chorar, pelo sofrimento do passado
e se um dia isso passar, será que seremos capazes de sorrir novamente, sem pensar no que aconteceu?
Esvanecer
Minha vida passa diante dos meus olhos
e eu mal posso evitar
só me basta observar
esperar
A felicidade vai se esvanecendo
Dando lugar a tristeza
A morte cada vez se torna mais real
e apenas eu pareço notar
A poesia que jaz nos velhos livros que li
Não faz mais sentido
Um espectador que viaja no tempo
um observador
Das cinzas dos dias nebulosos
Vem a melancolia
E consequentemente o silêncio
Mas afinal, qual é o meu problema?
e eu mal posso evitar
só me basta observar
esperar
A felicidade vai se esvanecendo
Dando lugar a tristeza
A morte cada vez se torna mais real
e apenas eu pareço notar
A poesia que jaz nos velhos livros que li
Não faz mais sentido
Um espectador que viaja no tempo
um observador
Das cinzas dos dias nebulosos
Vem a melancolia
E consequentemente o silêncio
Mas afinal, qual é o meu problema?
A vida na cidade
A cidade, cruamente iluminada
por uma tarde cinzenta de novembro
Poucos notam,
mas há nuvens no céu
Tristeza nos olhos dos vultos que passam por aqui
Uma tristeza que só uma vida desperdiçada pode descrever
Vultos mórbidos que se movem tão rápido quanto podem
Viciados em trabalho, totalmente alienados
mas quem sou eu para julgar alguém?
Minha vida não se encaminha para um final muito melhor
por uma tarde cinzenta de novembro
Poucos notam,
mas há nuvens no céu
Tristeza nos olhos dos vultos que passam por aqui
Uma tristeza que só uma vida desperdiçada pode descrever
Vultos mórbidos que se movem tão rápido quanto podem
Viciados em trabalho, totalmente alienados
mas quem sou eu para julgar alguém?
Minha vida não se encaminha para um final muito melhor
terça-feira, 19 de março de 2013
Um olhar pessimista
A vida, um triste momento, observado de relance.
Os fetos de vida se debatem, mas logo seus movimentos cessam e no final tudo que resta é apreciar a música de fundo.
Os fetos de vida se debatem, mas logo seus movimentos cessam e no final tudo que resta é apreciar a música de fundo.
Veias da Verdade
Arranque de meus olhos,
a tristeza que que tanto te atinge
Drene de meus sonhos
essa estranha escuridão
Diga a seus pais
que você não quer ser como eles são
Não fuja da verdade
Não viva em vão
Perdido nesse frenesi de mentiras
De saco cheio dessas coisas vazias
As vezes sinto que até meu coração é de plástico
Me ajude a resgatar aquela velha felicidade
Me ajude a respirar
nessa estrada que não leva a lugar algum
Não sei se é minha mente ou algo em comum
Você me faz querer continuar
Você me ajuda a funcionar
Meu único antídoto
para meu próprio veneno
Meu único objetivo
até onde os olhos podem ver
Meu único tema
até onde as palavras podem descrever
Até quando vocês vão decifrar o que meus olhos tentam esconder?
a tristeza que que tanto te atinge
Drene de meus sonhos
essa estranha escuridão
Diga a seus pais
que você não quer ser como eles são
Não fuja da verdade
Não viva em vão
Perdido nesse frenesi de mentiras
De saco cheio dessas coisas vazias
As vezes sinto que até meu coração é de plástico
Me ajude a resgatar aquela velha felicidade
Me ajude a respirar
nessa estrada que não leva a lugar algum
Não sei se é minha mente ou algo em comum
Você me faz querer continuar
Você me ajuda a funcionar
Meu único antídoto
para meu próprio veneno
Meu único objetivo
até onde os olhos podem ver
Meu único tema
até onde as palavras podem descrever
Até quando vocês vão decifrar o que meus olhos tentam esconder?
Nuvens
Meus olhos ausentes
Minha falta de atenção
Tristeza ou simples indiferença
Eu não consigo ficar animado como antes
Meus olhos fugitivos,
denunciam minha mente confusa
Queria fugir, realmente queria
mas não tenho para onde ir
Esta vida cinzenta
Esses carros em movimento
Esses olhos desconfiados
Falta algo.
Minha falta de atenção
Tristeza ou simples indiferença
Eu não consigo ficar animado como antes
Meus olhos fugitivos,
denunciam minha mente confusa
Queria fugir, realmente queria
mas não tenho para onde ir
Esta vida cinzenta
Esses carros em movimento
Esses olhos desconfiados
Falta algo.
Frases que ecoam em minha mente
"Mais que amor, dinheiro, fé, fama, beleza, me deem verdade." H. D. Thoreau
"O que fazemos na vida, ecoa na eternidade" - Desconhecido ou simplismente não lembro
"O que fazemos na vida, ecoa na eternidade" - Desconhecido ou simplismente não lembro
Tão Forte
De repente eu olho em seus olhos tristes
E desejo que eu fosse capaz de absover todo esse silêncio
Você esconde os erros dentro de sí
Você luta com força e ignora suas necessidades
Mesmo com o mundo em suas costas
Você nunca desistiu
Você nunca se deixou levar
Você nunca se resignou
Você nunca deixou de tentar
Você é o meu exemplo
Você é o que eu sempre admirei
Você é meu pai.
E desejo que eu fosse capaz de absover todo esse silêncio
Você esconde os erros dentro de sí
Você luta com força e ignora suas necessidades
Mesmo com o mundo em suas costas
Você nunca desistiu
Você nunca se deixou levar
Você nunca se resignou
Você nunca deixou de tentar
Você é o meu exemplo
Você é o que eu sempre admirei
Você é meu pai.
Este Corpo Esquelético
Meu corpo esquelético
que sempre esteve fadado a fracassar
desacreditando da vida
e rindo do azar
Continuo sendo o mesmo ingrato
como sempre insatisfeito
não me amo o necessário
nem me odeio o suficiente
Se entrelaçe nos ossos da minha custela
e tome conta do meu coração
bombeie um pouco de sangue
para dentro do meu velho pulmão
Retire meus dentes podres
distorça minha visão
escreva algumas letras de amor
para esquecer os ataques de angústia e solidão
Perca algumas horas de sono
para descrever sobre seus sonhos
Seja um ditador em seu próprio mundo
Seja um estranho.
Escrito no dia 12-03-2013
que sempre esteve fadado a fracassar
desacreditando da vida
e rindo do azar
Continuo sendo o mesmo ingrato
como sempre insatisfeito
não me amo o necessário
nem me odeio o suficiente
Se entrelaçe nos ossos da minha custela
e tome conta do meu coração
bombeie um pouco de sangue
para dentro do meu velho pulmão
Retire meus dentes podres
distorça minha visão
escreva algumas letras de amor
para esquecer os ataques de angústia e solidão
Perca algumas horas de sono
para descrever sobre seus sonhos
Seja um ditador em seu próprio mundo
Seja um estranho.
Escrito no dia 12-03-2013
O Começo
Aqui será o meu refúgio, depositando pensamentos, divulgando meus preceitos.
Acho que finalmente tomei coragem para postar algo público, e não somente escrever e deixar guardado para as traças do futuro. Mesmo que não haja espectadores, é uma terapia.
Vou escrever, e que as palavras falem por meus olhos dissonantes.
Acho que finalmente tomei coragem para postar algo público, e não somente escrever e deixar guardado para as traças do futuro. Mesmo que não haja espectadores, é uma terapia.
Vou escrever, e que as palavras falem por meus olhos dissonantes.
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