O mundo subitamente se desfaz
Restando somente eu e você
Os nossos olhares se cruzam
E tenho certeza do que sinto, sem nenhum porque.
"A vida é apenas uma sombra errante, um pobre comediante que se pavoneia no breve instante que lhe reserva a cena, para depois não ser mais ouvido. Este é um conto narrado por um idiota, cheio de som e fúria, que nada significa. "
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Float
A noite e o dia recomeçam interminavelmente
Vidas em movimento
Pessoas passam flutuando pelo tempo
Vidas em movimento
Pessoas passam flutuando pelo tempo
Produto da Tua Dor
Enterro meus lábios em tua pele
Nado em suas lágrimas
Bebo o produto da tua dor
E absorvo em mim todo seu sabor
Me deixe recompor todo seu coração
E costurar tudo em seu devido lugar
Minha veias serão as cordas que te impedem de pular
Serão as correntes que te prendem na realidade
Abismos não significam muito mais que a mera verdade
Deixe o caminho livre para eu curar suas cicatrizes
Me deixe provar que alguém ainda pode tentar
Nado em suas lágrimas
Bebo o produto da tua dor
E absorvo em mim todo seu sabor
Me deixe recompor todo seu coração
E costurar tudo em seu devido lugar
Minha veias serão as cordas que te impedem de pular
Serão as correntes que te prendem na realidade
Abismos não significam muito mais que a mera verdade
Deixe o caminho livre para eu curar suas cicatrizes
Me deixe provar que alguém ainda pode tentar
Inferno de Mármore
Mais um dia melancólico
No inferno de mármore
Que alguns chamam de cidade
A chuva parece cair lentamente
Os pingos transparentes
Se desmancham com o choque
E meu rosto, rente ao vidro
E da janela eu observo tudo com tamanha ausência
Estranho mesmo é a recorrência
Desse sentimento tão inefável,
Desanimado, desamparado, desligado
Desplugado do mundo
E da janela, novamente
Eu absorvo toda aquela frieza
Que a multidão me transmite com tanta certeza
Quanto o som de seus passos apressados
A caminho do trabalho, quem sabe, no caminho errado
Jogue sua vida pro alto
Não jogue cartas com o acaso
Os suspiros de tédio completam meu dia.
No inferno de mármore
Que alguns chamam de cidade
A chuva parece cair lentamente
Os pingos transparentes
Se desmancham com o choque
E meu rosto, rente ao vidro
E da janela eu observo tudo com tamanha ausência
Estranho mesmo é a recorrência
Desse sentimento tão inefável,
Desanimado, desamparado, desligado
Desplugado do mundo
E da janela, novamente
Eu absorvo toda aquela frieza
Que a multidão me transmite com tanta certeza
Quanto o som de seus passos apressados
A caminho do trabalho, quem sabe, no caminho errado
Jogue sua vida pro alto
Não jogue cartas com o acaso
Os suspiros de tédio completam meu dia.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Helianthus
Somos girassóis que giram ao redor do tempo
Hipnotizados pelo seu correr
Destruídos pelo seu poder
Deixamos o sol em segundo plano
A beleza não nos importa tanto
Sempre fascinados e domados
Correndo atrás do próprio rabo
Não há tempo á perder
Com o mero fato,
de viver.
Hipnotizados pelo seu correr
Destruídos pelo seu poder
Deixamos o sol em segundo plano
A beleza não nos importa tanto
Sempre fascinados e domados
Correndo atrás do próprio rabo
Não há tempo á perder
Com o mero fato,
de viver.
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